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Jusbrasil - Legislação
07 de maio de 2021

Decreto 8874/16 | Decreto nº 8.874, de 11 de outubro de 2016

Publicado por Presidência da Republica - 4 anos atrás

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Regulamenta as condições para aprovação dos projetos de investimento considerados como prioritários na área de infraestrutura ou de produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação, para efeito do disposto no art. 2º da Lei nº 12.431, de 24 de junho de 2011, e revoga o Decreto nº 7.603, de 9 de novembro de 2011. Ver tópico (935 documentos)

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput , inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 2 º da Lei n º 12.431, de 24 de junho de 2011, DECRETA :

Art. 1º Este Decreto regulamenta as condições para aprovação dos projetos de investimento considerados como prioritários na área de infraestrutura ou de produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação, para efeito do disposto no art. 2º da Lei nº 12.431, de 24 de junho de 2011 . Ver tópico

Art. 2 º São considerados prioritários os projetos de investimento na área de infraestrutura ou de produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação: Ver tópico (454 documentos)

I - objeto de processo de concessão, permissão, arrendamento, autorização ou parceria público-privada, nos termos da Lei nº 11.079, de 30 de dezembro de 2004 , e que integrem o Programa de Parcerias de Investimentos - PPI, de que trata a Lei nº 13.334, de 13 de setembro de 2016 , ou o programa que venha a sucedê-lo; ou Ver tópico (4 documentos)

I - objeto de processo de concessão, permissão, arrendamento, autorização ou parceria público-privada, nos termos do disposto na Lei nº 11.079, de 30 de dezembro de 2004 , e que integrem o Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República - PPI, de que trata a Lei nº 13.334, de 13 de setembro de 2016 , ou o programa que venha a sucedê-lo; (Redação dada pelo Decreto nº 10.387, de 2020) Ver tópico (4 documentos)

II - não alcançados pelo disposto no inciso I do caput , mas aprovados pelo Ministério setorial responsável e realizados por concessionária, permissionária, autorizatária, arrendatária ou Sociedade de Propósito Específico - SPE. Ver tópico (1 documento)

II - que proporcionem benefícios ambientais ou sociais relevantes; ou (Redação dada pelo Decreto nº 10.387, de 2020) Ver tópico (1 documento)

III - não alcançados pelo disposto nos incisos I e II do caput, mas aprovados pelo Ministério setorial responsável e realizados por concessionária, permissionária, autorizatária, arrendatária ou Sociedade de Propósito Específico - SPE. (Incluído pelo Decreto nº 10.387, de 2020) Ver tópico (2 documentos)

§ 1 º Os projetos de investimento devem visar à implantação, ampliação, manutenção, recuperação, adequação ou modernização de empreendimentos em infraestrutura, entre outros, dos seguintes setores: Ver tópico (421 documentos)

I - logística e transporte; Ver tópico

II - mobilidade urbana; Ver tópico

IV - telecomunicações; Ver tópico

V - radiodifusão; Ver tópico

VI - saneamento básico; e Ver tópico

VII - irrigação. Ver tópico

§ 2 º Os projetos de produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação são aqueles com o propósito de introduzir processos, produtos ou serviços inovadores, conforme os princípios, os conceitos e as diretrizes definidas nas políticas de ciência, tecnologia e inovação e de desenvolvimento industrial. Ver tópico (1 documento)

§ 3 º As despesas de outorga dos empreendimentos de infraestrutura fazem parte do projeto de investimento. Ver tópico (4 documentos)

§ 4º Para fins do disposto no inciso II do caput, consideram-se projetos que proporcionam benefícios ambientais ou sociais relevantes: (Incluído pelo Decreto nº 10.387, de 2020) Ver tópico

I - no setor de mobilidade urbana, os seguintes sistemas de transporte público não motorizado e de transporte público de baixo carbono: Ver tópico

a) sistemas de transporte urbano sobre trilhos: Ver tópico

1. monotrilhos;

2. metrôs;

3. trem urbanos; e 4. Veículos Rápidos sobre Trilhos - VLT;

b) aquisição de ônibus elétricos, inclusive por célula de combustível, e híbridos a biocombustível ou biogás, para sistema de transporte; e Ver tópico

c) implantação de infraestrutura de Bus Rapid Transit - BRT; Ver tópico

II - no setor de energia, os projetos baseados em: Ver tópico

a) tecnologias renováveis de geração de energia solar, eólica, de resíduos; e Ver tópico

b) pequenas centrais hidrelétricas com densidade de potência mínima de 4W/m² (quatro watts por metro quadrado) de área alagada; Ver tópico

III - no setor de saneamento básico, os seguintes sistemas: Ver tópico

a) de abastecimento de água; Ver tópico

b) de esgotamento sanitário; Ver tópico

c) de manejo de águas pluviais e drenagem urbana; e Ver tópico

d) de manejo de resíduos sólidos urbanos; ou Ver tópico

IV - os projetos realizados em aglomerados subnormais ou áreas urbanas isoladas, por serem considerados de benefícios sociais, de acordo com a definição estabelecida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Ver tópico

§ 5º O disposto no inciso IV do § 4º se aplica aos projetos que se enquadrem em um dos setores a que se refere o § 1º. (Incluído pelo Decreto nº 10.387, de 2020) Ver tópico (7 documentos)

§ 6º Para fins do disposto no inciso III do § 4º, as intervenções propostas deverão ser contempladas no contrato de concessão ou no contrato de programa. (Incluído pelo Decreto nº 10.387, de 2020) Ver tópico

Art. 3 º Caberá às pessoas jurídicas interessadas na implementação dos projetos referidos no art. 2 º submetê-los aos Ministérios setoriais responsáveis. Ver tópico (12 documentos)

§ 1 º Os projetos deverão ser geridos e implementados pelas seguintes pessoas jurídicas, as quais deverão ser constituídas sob a forma de sociedade por ações: Ver tópico

I - concessionária; Ver tópico

II - permissionária; Ver tópico

III - autorizatária; Ver tópico

IV - arrendatária; ou Ver tópico

V - SPE constituída para esse fim. Ver tópico

§ 2 º A pessoa jurídica titular do projeto poderá assumir a forma de companhia aberta, com valores mobiliários admitidos a negociação no mercado. Ver tópico

§ 3º A submissão do projeto ao Ministério setorial será efetuada mediante apresentação de formulário próprio, disponibilizado no sítio eletrônico do referido Ministério, acompanhado de: Ver tópico

I - inscrição, no registro do comércio, do ato constitutivo da concessionária, permissionária, autorizatária, arrendatária ou SPE; Ver tópico

II - indicação do número da inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ da concessionária, permissionária, autorizatária, arrendatária ou SPE; Ver tópico

III - identificação: Ver tópico

a) das pessoas jurídicas que integram a concessionária, permissionária, autorizatária, arrendatária ou SPE; ou Ver tópico

b) da sociedade controladora, no caso de pessoa jurídica titular do projeto, constituída sob a forma de sociedade por ações; Ver tópico

IV - Certidão Conjunta Negativa de Débitos ou Certidão Conjunta Positiva com Efeitos de Negativa relativas a tributos federais e à Dívida Ativa da União; e Ver tópico

V - outros documentos ou certidões exigidos em ato do Ministério setorial responsável. Ver tópico

§ 4 º O Ministério setorial responsável deverá editar portaria para disciplinar os requisitos para a aprovação do projeto como prioritário e a forma de acompanhamento de sua implementação. Ver tópico (5 documentos)

§ 5º A portaria a que se refere o § 4º, quando se tratar dos projetos referidos no inciso II do caput do art. 2º, deverá: (Incluído pelo Decreto nº 10.387, de 2020) Ver tópico

I - estabelecer requisitos simplificados para a aprovação, por meio da verificação de requisitos institucionais do titular do projeto e da pessoa jurídica responsável pela implementação do projeto, caso não sejam coincidentes; e (Incluído pelo Decreto nº 10.387, de 2020) Ver tópico

II - estabelecer forma de acompanhamento das etapas do projeto baseado nos dados autodeclarados pelo titular do projeto e nos relatórios por ele encaminhados periodicamente aos Ministérios setoriais responsáveis. (Incluído pelo Decreto nº 10.387, de 2020) Ver tópico

Art. 4 º Para fins de fruição dos benefícios tributários de que trata o art. 2º da Lei nº 12.431, de 2011 , será necessária a publicação de portaria do Ministério setorial responsável. Ver tópico (435 documentos)

Parágrafo único. Na portaria de que trata o caput deverão constar, no mínimo: Ver tópico

I - o nome empresarial, o número de inscrição no CNPJ da pessoa jurídica titular do projeto; e Ver tópico

II - a descrição do projeto, com a especificação do setor em que se enquadra, nos termos do disposto no art. 2º. Ver tópico

Art. 5 º Para dar cumprimento ao disposto no § 5º do art. 2º da Lei nº 12.431, de 2011 , a pessoa jurídica titular do projeto de investimento deverá: Ver tópico (36 documentos)

I - manter atualizada, junto ao Ministério setorial responsável: Ver tópico (34 documentos)

a) a relação das pessoas jurídicas que a integram; ou Ver tópico

b) a identificação da sociedade controladora, no caso de pessoa jurídica titular do projeto constituída sob a forma de companhia aberta com valores mobiliários admitidos a negociação no mercado acionário; Ver tópico

II - destacar, quando da emissão pública das debêntures, na primeira página do Prospecto e do Anúncio de Início de Distribuição ou, no caso de distribuição com esforços restritos, do Aviso de Encerramento e do material de divulgação, o número e a data de publicação da portaria de aprovação e o compromisso de alocar os recursos obtidos no projeto prioritário aprovado; e Ver tópico

III - manter a documentação relativa à utilização dos recursos captados, até cinco anos após o vencimento das debêntures ou dos certificados de recebíveis imobiliários ou após o encerramento do fundo de investimento em direitos creditórios, para consulta e fiscalização pelos órgãos de controle. Ver tópico

§ 1º A obrigação prevista no inciso II do caput também deverá ser cumprida, no que for aplicável, na hipótese de emissão pública de certificados de recebíveis imobiliários ou de cotas de fundo de investimento em direitos creditórios, e caberá a seu administrador o cumprimento dessa obrigação. Ver tópico

§ 2 º Caberá à Comissão de Valores Mobiliários - CVM definir a forma como será destacado, na oferta das debêntures, certificados de recebíveis imobiliários ou de quotas do fundo de investimento em direitos creditórios, o compromisso de que trata o inciso II do caput . Ver tópico

Art. 6 º O Ministério setorial responsável fica obrigado a: Ver tópico (2 documentos)

I - informar à unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil com circunscrição sobre o estabelecimento matriz das pessoas jurídicas de que trata o art. 3º, quando tomar conhecimento, a ocorrência de situações que evidenciem a não implementação do projeto prioritário na forma aprovada em portaria; e Ver tópico (1 documento)

II - manter os autos do processo de análise do projeto arquivados, em meio físico ou eletrônico, e disponíveis para consulta e fiscalização pelos órgãos de controle, pelo prazo de cinco anos, contado da data de conclusão do projeto. Ver tópico

Parágrafo único. As obrigações previstas neste artigo podem ser delegadas a agência reguladora ou a outra entidade vinculada ao Ministério setorial responsável. Ver tópico

Art. 7 º A CVM deve colocar à disposição, em seu sítio eletrônico, a relação das ofertas de debêntures, certificados de recebíveis imobiliários e cotas de fundos de investimento em direitos creditórios, juntamente ao montante de cada emissão, referentes aos projetos prioritários. Ver tópico

Art. 8 º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Ver tópico

Art. 9 º Fica revogado o Decreto nº 7.603, de 9 de novembro de 2011 . Ver tópico

Brasília, 11 de outubro de 2016; 195º da Independência e 128º da República.

MICHEL TEMER

Eduardo Refinetti Guardia

Este texto não substitui o publicado no DOU de 13.10.2016

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