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23 de maio de 2019

Lei 12881/13 | Lei nº 12.881, de 12 de novembro de 2013.

Publicado por Presidência da Republica - 5 anos atrás

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Dispõe sobre a definição, qualificação, prerrogativas e finalidades das Instituições Comunitárias de Educação Superior - ICES, disciplina o Termo de Parceria e dá outras providências. Ver tópico (88 documentos)

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

CAPÍTULO I

DA DEFINIÇÃO, QUALIFICAÇÃO, PRERROGATIVAS E FINALIDADES DAS

INSTITUIÇÕES COMUNITÁRIAS DE EDUCAÇÃO SUPERIOR

Art. 1o As Instituições Comunitárias de Educação Superior são organizações da sociedade civil brasileira que possuem, cumulativamente, as seguintes características: Ver tópico (1 documento)

I - estão constituídas na forma de associação ou fundação, com personalidade jurídica de direito privado, inclusive as instituídas pelo poder público; Ver tópico

II - patrimônio pertencente a entidades da sociedade civil e/ou poder público; Ver tópico

III - sem fins lucrativos, assim entendidas as que observam, cumulativamente, os seguintes requisitos: Ver tópico

a) não distribuem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a qualquer título; Ver tópico

b) aplicam integralmente no País os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais; Ver tópico

c) mantêm escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão; Ver tópico

IV - transparência administrativa, nos termos dos arts. 3o e 4o; Ver tópico

V - destinação do patrimônio, em caso de extinção, a uma instituição pública ou congênere. Ver tópico

§ 1o A outorga da qualificação de Instituição Comunitária de Educação Superior é ato vinculado ao cumprimento dos requisitos instituídos por esta Lei. Ver tópico

§ 2o Às Instituições Comunitárias de Educação Superior é facultada a qualificação de entidade de interesse social e de utilidade pública mediante o preenchimento dos respectivos requisitos legais. Ver tópico

§ 3o As Instituições Comunitárias de Educação Superior ofertarão serviços gratuitos à população, proporcionais aos recursos obtidos do poder público, conforme previsto em instrumento específico. Ver tópico

§ 4o As Instituições Comunitárias de Educação Superior institucionalizarão programas permanentes de extensão e ação comunitária voltados à formação e desenvolvimento dos alunos e ao desenvolvimento da sociedade. Ver tópico

Art. 2o As Instituições Comunitárias de Educação Superior contam com as seguintes prerrogativas: Ver tópico

I - ter acesso aos editais de órgãos governamentais de fomento direcionados às instituições públicas; Ver tópico

II - receber recursos orçamentários do poder público para o desenvolvimento de atividades de interesse público; Ver tópico

III - (VETADO). Ver tópico

IV - ser alternativa na oferta de serviços públicos nos casos em que não são proporcionados diretamente por entidades públicas estatais; Ver tópico

V - oferecer de forma conjunta com órgãos públicos estatais, mediante parceria, serviços de interesse público, de modo a bem aproveitar recursos físicos e humanos existentes nas instituições comunitárias, evitar a multiplicação de estruturas e assegurar o bom uso dos recursos públicos. Ver tópico

Art. 3o Para obter a qualificação de Comunitária, a Instituição de Educação Superior deve prever em seu estatuto normas que disponham sobre: Ver tópico (3 documentos)

I - a adoção de práticas de gestão administrativa, necessárias e suficientes para coibir a obtenção, de forma individual ou coletiva, de privilégios, benefícios ou vantagens pessoais; Ver tópico

II - a constituição de conselho fiscal ou órgão equivalente, dotado de competência para opinar sobre os relatórios de desempenho financeiro e contábil e sobre as operações patrimoniais realizadas, emitindo pareceres para os organismos superiores da entidade; Ver tópico

III - normas de prestação de contas a serem atendidas pela entidade, que determinarão, no mínimo: Ver tópico

a) a observância dos princípios fundamentais de contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade; Ver tópico

b) publicidade, por qualquer meio eficaz, no encerramento do exercício fiscal, do relatório de atividades e das demonstrações financeiras da entidade; Ver tópico

c) prestação de contas de todos os recursos e bens de origem pública; Ver tópico

IV - participação de representantes dos docentes, estudantes e técnicos administrativos em órgãos colegiados acadêmicos deliberativos da instituição. Ver tópico

Art. 4o Cumpridos os requisitos desta Lei, a instituição interessada em obter a qualificação de Instituição Comunitária de Educação Superior deverá formular requerimento escrito ao Ministério da Educação, instruído com cópias autenticadas dos seguintes documentos: Ver tópico (3 documentos)

I - estatuto registrado em cartório; Ver tópico

II - balanço patrimonial e demonstração do resultado do exercício anterior; Ver tópico

III - Declaração de Regular Funcionamento; Ver tópico

IV - Relatório de Responsabilidade Social relativo ao exercício do ano anterior; Ver tópico

V - inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas. Ver tópico

Art. 5o Recebido o requerimento previsto no art. 4o, o Ministério da Educação decidirá, no prazo de 30 (trinta) dias, deferindo ou não o pedido. Ver tópico

§ 1o No caso de deferimento, o Ministério da Educação publicará a decisão no Diário Oficial da União, no prazo de 15 (quinze) dias, e emitirá, no mesmo prazo, certificado de qualificação da requerente como Instituição Comunitária de Educação Superior. Ver tópico

§ 2o O pedido de qualificação será indeferido quando: Ver tópico

I - a requerente não atender aos requisitos estabelecidos nesta Lei; Ver tópico

II - a documentação apresentada estiver incompleta. Ver tópico

§ 3o Indeferido o pedido, o Ministério da Educação dará ciência da decisão, mediante publicação no Diário Oficial da União, cabendo recurso da instituição, no prazo de 30 (trinta) dias, ao Ministro da Educação, que promoverá novo exame. Ver tópico

CAPÍTULO II

DO TERMO DE PARCERIA

Art. 6o Fica instituído o Termo de Parceria, instrumento a ser firmado entre o poder público e as Instituições de Educação Superior qualificadas como Comunitárias, destinado à formação de vínculo de cooperação entre as partes, para o fomento e a execução das atividades de interesse público previstas nesta Lei. Ver tópico (1 documento)

Art. 7o O Termo de Parceria firmado de comum acordo entre o poder público e as Instituições Comunitárias de Educação Superior discriminará direitos, responsabilidades e obrigações das partes signatárias. Ver tópico (1 documento)

§ 1o A celebração do Termo de Parceria será precedida de consulta aos Conselhos de Políticas Públicas da área educacional, nos respectivos níveis de governo. Ver tópico

§ 2o São cláusulas essenciais do Termo de Parceria: Ver tópico

I - a do objeto, que conterá a especificação do programa de trabalho proposto pela Instituição Comunitária de Educação Superior; Ver tópico

II - a de estipulação das metas e dos resultados a serem atingidos e os respectivos prazos de execução ou cronograma; Ver tópico

III - a de previsão expressa dos critérios objetivos de avaliação de desempenho a serem utilizados, mediante indicadores de resultado; Ver tópico

IV - a de previsão de receitas e despesas a serem realizadas em seu cumprimento, estipulando item por item as categorias contábeis usadas pela organização e o detalhamento das remunerações e benefícios de pessoal a serem pagos, com recursos oriundos ou vinculados ao Termo de Parceria, a seus diretores, empregados e consultores; Ver tópico

V - a que estabelece as obrigações da Instituição Comunitária de Educação Superior, entre as quais a de apresentar ao poder público, ao término de cada exercício, relatório sobre a execução do objeto do Termo de Parceria, contendo comparativo específico das metas propostas com os resultados alcançados, acompanhado de prestação de contas dos gastos e receitas efetivamente realizados, independentemente das previsões mencionadas no inciso IV; Ver tópico

VI - a de publicação, na imprensa oficial do Município, do Estado ou da União, conforme o alcance das atividades pactuadas entre o órgão parceiro e a Instituição Comunitária de Educação Superior, de extrato do Termo de Parceria e de demonstrativo da sua execução física e financeira, conforme modelo simplificado estabelecido no regulamento desta Lei, contendo os dados principais da documentação obrigatória do inciso V, sob pena de não liberação dos recursos previstos no Termo de Parceria. Ver tópico

Art. 8o A execução do objeto do Termo de Parceria será acompanhada e fiscalizada pelas seguintes instâncias: Ver tópico

I - Conselho da Instituição Comunitária de Educação Superior responsável pelas parcerias com o poder público, com caráter deliberativo; Ver tópico

II - órgão do poder público responsável pela parceria com a instituição comunitária de educação; Ver tópico

III - conselho de política pública educacional da esfera governamental correspondente. Ver tópico

§ 1o Os resultados atingidos com a execução do Termo de Parceria devem ser analisados por comissão de avaliação, composta de comum acordo entre o órgão parceiro e a Instituição Comunitária de Educação Superior. Ver tópico

§ 2o A comissão encaminhará à autoridade competente relatório conclusivo sobre a avaliação realizada. Ver tópico

§ 3o Os Termos de Parceria destinados ao fomento de atividades nas áreas de que trata esta Lei estarão sujeitos aos mecanismos de controle social previstos na legislação. Ver tópico

Art. 9o A Instituição Comunitária de Educação Superior fará publicar, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, contado da assinatura do Termo de Parceria, regulamento próprio contendo os procedimentos que adotará para a contratação de obras e serviços, bem como para compras com emprego de recursos provenientes do poder público. Ver tópico

CAPÍTULO III

DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 10. O Termo de Parceria instituído pelo art. 6o desta Lei não substitui as modalidades de ajuste, acordo e convênio previstos na legislação vigente. Ver tópico

Art. 12. É vedado às Instituições Comunitárias de Educação Superior financiar campanhas político-partidárias ou eleitorais. Ver tópico

Art. 14. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Ver tópico

Brasília, 12 de novembro de 2013; 192o da Independência e 125o da República.

DILMA ROUSSEFF

Guido Mantega

Aloizio Mercadante

Miriam Belchior

Luís Inácio Lucena Adams

Este texto não substitui o publicado no DOU de 13.11.2013 - Edição extra

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