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06 de junho de 2020

Lei 7183/84 | Lei no 7.183, de 5 de abril de 1984

Publicado por Presidência da Republica (extraído pelo Jusbrasil) - 36 anos atrás

LEIAM 1 NÃO LEIAM

Regula o exercício da profissão de aeronauta e dá outras providências. Ver tópico (11451 documentos)

Texto atualizado Texto impressão Up Down (Vide Lei nº 7.855, de 1989)

(Vide Decreto nº 97.464, de 1989)

Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017 (Vigência art.81i e art.81ii)

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

capítulo I (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

seção i Do Aeronauta e da sua Classificação

Art. 1º O exercício da profissão de aeronauta regulado pela presente Lei. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (18 documentos)

Art. 2º Aeronauta é o profissional habilitado pelo Ministério da Aeronáutica, que exerce atividade a bordo de aeronave civil nacional, mediante contrato de trabalho. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (188 documentos)

Parágrafo único - Considera-se também aeronauta, para os efeitos desta Lei, quem exerce atividade a bordo de aeronave estrangeira, em virtude de contrato de trabalho regido pelas leis brasileiras. Ver tópico (1 documento)

Art. 3º Ressalvados os casos previstos no Código Brasileiro do Ar, a profissão de aeronauta é privativa de brasileiros. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (3 documentos)

Parágrafo único - As empresas brasileiras que operam em linhas internacionais poderão utilizar comissários estrangeiros, desde que o número destes não exceda a 1/3 (um terço.) dos comissários existentes a bordo da aeronave. Ver tópico

Art. 4º O aeronauta no exercício de função específica a bordo de aeronave, de acordo com as prerrogativas da licença de que é titular, tem a designação de tripulante. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (36 documentos)

Art. 5º O aeronauta de empresa de transporte aéreo regular que se deslocar, a serviço desta, sem exercer função a bordo de aeronave tem a designação de tripulante extra. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (39 documentos)

Parágrafo único O aeronauta de empresa de transporte aéreo não regular ou serviço especializado tem a designação de tripulante extra somente quando se deslocar em aeronave da empresa, a serviço desta. Ver tópico (1 documento)

Art. 6º São tripulantes: (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (181 documentos)

a) COMANDANTE: piloto responsável pela operação e segurança da aeronave – exerce a autoridade que a legislação aeronáutica lhe atribui; Ver tópico

b) CO-PILOTO: piloto que auxilia o comandante na operação da aeronave; Ver tópico

c) MECÂNICO DE VÔO: auxiliar do comandante, encarregado da operação e controle de sistemas diversos conforme especificação dos manuais técnicos da aeronave; Ver tópico

d) NAVEGADOR: auxiliar do comandante, encarregado da navegação da aeronave quando a rota e o equipamento o exigirem, a critério do órgão competente do Ministério da Aeronáutica; Ver tópico

e) RADIOPERADOR DE VÔO: auxiliar do comandante, encarregado do serviço de radiocomunicações nos casos previstos pelo órgão competente do Ministério da Aeronáutica; e Ver tópico

f) COMISSÁRIO: é o auxiliar do comandante, encarregado do cumprimento das normas relativas à segurança e atendimento dos passageiros a bordo e da guarda de bagagens, documentos, valores e malas postais que lhe tenham sido confiados pelo comandante. Ver tópico

§ 1º A guarda dos valores fica condicionada à existência de local apropriado e seguro na aeronave, sendo responsabilidade do empregador atestar a segurança do local. Ver tópico

§ 2º A guarda de cargas e malas postais em terra somente será confiada ao comissário quando no local inexistir serviço próprio para essa finalidade. Ver tópico

Art. 7º Consideram-se também tripulantes, para os efeitos desta lei, os operadores de equipamentos especiais instalados em aeronaves homologadas para serviços aéreos especializados, devidamente autorizados pelo Ministério da Aeronáutica. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (27 documentos)

Seção II

Das Tripulações

Art. 8º Tripulação é o conjunto de tripulantes que exercem função a bordo de aeronave. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (4 documentos)

Art. 9º Uma tripulação poderá ser: mínima, simples, composta e de revezamento. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (3 documentos)

Art. 10 Tripulação mínima é a determinada na forma da certificação de tipo de aeronave e a constante do seu manual de operação, homologada pelo órgão competente do Ministério da Aeronáutica, sendo permitida sua utilização em vôos: locais de instrução, de experiência, de vistoria e de traslado. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (5 documentos)

Art. 11 Tripulação simples é a constituída basicamente de uma tripulação mínima acrescida, quando for o caso, dos tripulantes necessários à realização do vôo. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (11 documentos)

Art. 12 Tripulação composta é a constituída basicamente de uma tripulação simples, acrescida de um piloto qualificado a nível de piloto em comando, um mecânico de vôo, quando o equipamento assim o exigir, e o mínimo de 25% (vinte e cinco por cento) do número de comissários. (Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (6 documentos)

Parágrafo único - Aos tripulantes acrescidos à tripulação simples serão asseguradas, pelo empregador, poltronas reclináveis. (Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico

Art. 13 Tripulação de revezamento é a constituída basicamente de uma tripulação simples, acrescida de mais um piloto qualificado a nível de piloto em comando, um co-piloto, um mecânico de vôo, quando o equipamento assim o exigir, e de 50% (cinqüenta por cento) do número de comissários. (Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (14 documentos)

Parágrafo único. Aos pilotos e mecânicos de vôo acrescidos à tripulação simples serão asseguradas, pelo empregador, acomodações para o descanso horizontal e, para os comissários, número de assentos reclináveis igual à metade do seu número com aproximação para o inteiro superior . (Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (6 documentos)

Art. 14 O órgão competente do Ministério da Aeronáutica, considerando o interesse da segurança de vôo, as características da rota e do vôo, e a programação a ser cumprida, poderá determinar a composição da tripulação ou as modificações que se tornarem necessárias. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (4 documentos)

Art. 15 As tripulações compostas ou de revezamento só poderão ser empregadas em vôos internacionais e nas seguintes hipóteses: (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (12 documentos)

a) mediante programação; Ver tópico

b) para atender a atrasos ocasionados por condições meteorológicas ou por trabalhos de manutenção; e Ver tópico

c) em situações excepcionais, mediante autorização do Ministério da Aeronáutica. Ver tópico

Parágrafo único. Uma tripulação composta poderá ser utilizada em vôos domésticos para atender a atrasos ocasionados por condições meteorológicas desfavoráveis ou por trabalhos de manutenção. Ver tópico (3 documentos)

Art. 16 Um tipo de tripulação só poderá ser transformado na origem do vôo e até o limite de 3 (três) horas, contadas a partir da apresentação da tripulação previamente escalada. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (55 documentos)

Parágrafo único. A contagem de tempo para limite da jornada será a partir da hora da apresentação da tripulação original ou do tripulante de reforço, considerando o que ocorrer primeiro. Ver tópico (5 documentos)

Capítulo II

DO REGIME DE TRABALHO

Seção I

Da Escala de Serviço

Art. 17 A determinação para a prestação de serviço dos aeronautas, respeitados os períodos de folgas e repousos regulamentares, será feita: (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (164 documentos)

a) por intermédio de escala especial ou de convocação, para realização de cursos, exames relacionados com o adestramento e verificação de proficiência técnica; Ver tópico

b) por intermédio de escala, no mínimo semanal, divulgada com antecedência mínima de 2 (dois) dias para a primeira semana de cada mês e 7 (sete) dias para as semanas subseqüentes, para os vôos de horário, serviços de reserva, sobreaviso e folga; e Ver tópico

c) mediante convocação, por necessidade de serviço. Ver tópico

Art. 18 A escala deverá observar, como princípio, a utilização do aeronauta em regime de rodízio e em turnos compatíveis com a higiene e segurança do trabalho. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (88 documentos)

Art. 19 É de responsabilidade do aeronauta manter em dia seus certificados de habilitação técnica e de capacidade física estabelecidos na legislação em vigor, cabendo-lhe informar ao serviço de escala, com antecedência de 30 (trinta) dias, as respectivas datas de vencimento, a fim de que lhe seja possibilitada a execução dos respectivos exames. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (231 documentos)

Seção II

Da Jornada de Trabalho

Art. 20 Jornada é a duração do trabalho do aeronauta, contada entre a hora da apresentação no local de trabalho e a hora em que o mesmo é encerrado.

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

§ 1º A jornada na base domiciliar será contada a partir da hora de apresentação do aeronauta no local de trabalho.

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

§ 2º Fora da base domiciliar, a jornada será contada a partir da hora de apresentação do aeronauta no local estabelecido pelo empregador.

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

§ 3º Nas hipóteses previstas nos parágrafos anteriores, a apresentação no aeroporto não deverá ser inferior a 30 (trinta) minutos da hora prevista para o início do vôo.

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

§ 4º A jornada será considerada encerrada 30 (trinta) minutos após a parada final dos motores.

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

Art. 21 A duração da jornada de trabalho do aeronauta será de:

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

a) 11 (onze) horas, se integrante de uma tripulação mínima ou simples; (Vide Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

b) 14 (quatorze) horas, se integrante de uma tripulação composta; e (Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico

c) 20 (vinte) horas, se integrante de uma tripulação de revezamento. (Vide Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

§ 1º Nos vôos de empresa de táxi aéreo, de serviços especializados, de transporte aéreo regional ou em vôos internacionais regionais de empresas de transporte aéreo regular realizados por tripulação simples, se houver interrupção programada da viagem por mais 4 (quatro) horas consecutivas, e for proporcionado pelo empregador acomodações adequadas para repouso dos tripulantes, a jornada terá a duração acrescida da metade do tempo de interrupção, mantendo-se inalterado os limites prescritos na alínea “a” do art. 29 desta Lei.

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

§ 2º Nas operações com helicópteros a jornada poderá ter a duração acrescida de até 1 (uma) hora para atender exclusivamente a trabalhos de manutenção. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico

Art. 22 Os limites da jornada de trabalho poderão ser ampliados de 60 (sessenta) minutos, a critério exclusivo do comandante da aeronave e nos seguintes casos: (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (324 documentos)

a) inexistência, em local de escala regular, de acomodações apropriadas para o repouso da tripulação e dos passageiros; Ver tópico

b) espera demasiadamente longa, em local de espera regular intermediária, ocasionada por condições meteorológicas desfavoráveis ou por trabalho de manutenção; e Ver tópico

c) por imperiosa necessidade. Ver tópico

§ 1º Qualquer ampliação dos limites das horas de trabalho deverá ser comunicada pelo comandante ao empregador, 24 (vinte e quatro) horas após a viagem, o qual, no prazo de 15 (quinze) dias, a submeterá à apreciação do Ministério da Aeronáutica. Ver tópico (5 documentos)

§ 2º Para as tripulações simples, o trabalho noturno não excederá de 10 (dez) horas. Ver tópico (6 documentos)

§ 3º Para as tripulações simples nos horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e noturnos, a hora de trabalho noturno será computada como de 52 (cinqüenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos. Ver tópico (148 documentos)

Art. 23 A duração do trabalho do aeronauta, computados os tempos de vôo, de serviço em terra durante a viagem, de reserva e de 1/3 (um terço) do sobreaviso, assim como o tempo do deslocamento, como tripulante extra, para assumir vôo ou retornar à base após o vôo e os tempos de adestramento em simulador, não excederá a 60 (sessenta) horas semanais e 176 (cento e setenta e seis) horas mensais. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (3937 documentos)

§ 1º O limite semanal estabelecido neste artigo não se aplica ao aeronauta que estiver sob o regime estabelecido no art. 24 desta Lei. Ver tópico (8 documentos)

§ 2º O tempo gasto no transporte terrestre entre o local de repouso ou da apresentação, e vice-versa, ainda que em condução fornecida pela empresa, na base do aeronauta ou fora dela, não será computado como de trabalho para fins desta Lei. Ver tópico (253 documentos)

Art. 24 Para o aeronauta pertencente a empresa de táxi aéreo ou serviços especializados, o período máximo de trabalho consecutivo será de 21 (vinte e um) dias, contados do dia de saída do aeronauta de sua base contratual até o dia do regresso à mesma, observado o disposto do art. 34 desta Lei. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (101 documentos)

Parágrafo único. O período consecutivo de trabalho, no local de operação, não poderá exceder a 17 (dezessete) dias. Ver tópico (3 documentos)

Seção III

Do Sobreaviso e Reserva

Art. 25 Sobreaviso é o período de tempo não excedente a 12 (doze) horas, em que o aeronauta permanece em local de sua escolha, à disposição do empregador, devendo apresentar-se no aeroporto ou outro local determinado, até 90 (noventa) minutos após receber comunicação para o início de nova tarefa. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (846 documentos)

§ 1º O número de sobreavisos que o aeronauta poderá concorrer não deverá exceder a 2 (dois) semanais ou 8 (oito) mensais. Ver tópico (20 documentos)

§ 2º O número de sobreavisos estabelecidos no parágrafo anterior não se aplica aos aeronautas de empresas de táxi aéreo ou serviço especializado. Ver tópico (11 documentos)

Art. 26 Reserva é o período de tempo em que o aeronauta permanece, por determinação do empregador, em local de trabalho à sua disposição. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (341 documentos)

§ 1º O período de reserva para aeronautas de empresas de transporte aéreo regular não excederá de 6 (seis) horas. Ver tópico (17 documentos)

§ 2º O período de reserva para aeronautas de empresas de táxi aéreo ou de serviços especializados não excederá de 10 (dez) horas. Ver tópico (7 documentos)

§ 3º Prevista a reserva, por prazo superior a 3 (três) horas, o empregador deverá assegurar ao aeronauta acomodações adequadas para o seu descanso. Ver tópico (11 documentos)

SEÇÃO IV

Das Viagens

Art. 27 Viagem é o trabalho realizado pelo tripulante, contado desde a saída de sua base até o regresso à mesma. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (43 documentos)

§ 1º Uma viagem pode compreender uma ou mais jornadas. Ver tópico (1 documento)

§ 2º É facultado ao empregador fazer com que o tripulante cumpra uma combinação de vôos, passando por sua base, sem ser dispensado do serviço, desde que obedeça à programação prévia, observadas as limitações estabelecidas nesta Lei. Ver tópico

§ 3º Pode o empregador exigir do tripulante uma complementação de vôo para atender à realização ou à conclusão de serviços inadiáveis, sem trazer prejuízo da sua programação subseqüente, respeitadas as demais disposições desta Lei. Ver tópico

Seção V

Dos Limites de Vôo e de Pouso

Art. 28 Denomina-se “hora de vôo” ou “tempo de vôo” o período compreendido entre o início do deslocamento, quando se tratar de aeronave de asa fixa, ou entre a “partida” dos motores, quando se tratar de aeronave de asa rotativa, em ambos os casos para fins de decolagem até o momento em que respectivamente, se imobiliza ou se efetua o “corte” dos motores, ao término do vôo (calço-a-calço). (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (437 documentos)

Art. 29 Os limites de vôo e pousos permitidos para uma jornada serão os seguintes:

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

a) 9 (nove) horas e 30 (trinta) minutos de vôo e 5 (cinco) pousos, na hipótese de integrante de tripulação mínima ou simples;

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

b) 12 (doze) horas de vôo e 6 (seis) pousos, na hipótese de integrante de tripulação composta;

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

c) 15 (quinze) horas de vôo e 4 (quatro) pousos, na hipótese de integrante de tripulação de revezamento; e (Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico

d) 8 (oito) horas sem limite de pousos, na hipótese de integrante de tripulação de helicópteros.

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

§ 1º O número de pousos na hipótese da alínea “a” deste artigo, poderá ser estendido a 6 (seis), a critério do empregador; neste caso o repouso que precede a jornada deverá ser aumentado de 1 (uma) hora.

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

§ 2º Em caso de desvio para alternativa, é permitido o acréscimo de mais 1 (um) pouso aos limites estabelecidos nas alíneas “a”, “b” e “c” deste artigo.

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

§ 3º As empresas de transporte aéreo regional que operam com aeronaves convencionais e turbo hélice poderão acrescentar mais 4 (quatro) pousos, aos limites estabelecidos neste artigo.

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

§ 4º Os limites de pousos estabelecidos nas alíneas “a”, “b” e “c” deste artigo, não serão aplicados às empresas de táxi aéreo e de serviços especializados.

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

§ 5º O Ministério da Aeronáutica, tendo em vista as peculiaridades dos diferentes tipos de operação, poderá reduzir os limites estabelecidos na alínea “d” deste artigo.

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

Art. 30 Os limites de tempo de vôo do tripulante não poderão exceder em cada mês, trimestre ou ano, respectivamente: Ver tópico (114 documentos)

a) em aviões convencionais: 100 - 270 - 1000 horas; Ver tópico

b) em aviões: 100 - 255 - 935 horas; Ver tópico

c) em aviões a jato: 85 - 230 - 850 horas; e Ver tópico

d) em helicópteros: 90 - 260 - 960 horas. Ver tópico

§ 1º Quando o aeronauta tripular diferentes tipos de aeronave será observado o menor limite. Ver tópico

§ 2º Os limites de tempo de vôo para aeronautas de empresas de transporte aéreo regular, em espaço inferior a 30 (trinta) dias, serão proporcionais ao limite mensal mais 10 (dez) horas. Ver tópico

Art. 30. Os limites de tempo de voo do tripulante não poderão exceder em cada mês ou ano, respectivamente: (Redação dada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

I - em aviões convencionais, 100 (cem) e 1.000 (mil) horas; (Incluído pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

II - em aviões turbo-hélice, 100 (cem) e 935 (novecentas e trinta e cinco) horas; (Incluído pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

III - em aviões a jato, 85 (oitenta e cinco) e 850 (oitocentas e cinquenta) horas; (Incluído pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

IV - em helicópteros, 90 (noventa) e 960 (novecentas e sessenta) horas. (Incluído pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

§ 1o Quando o aeronauta tripular diferentes tipos de aeronave, será observado o menor limite. (Redação dada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

§ 2o Os limites de tempo de voo para aeronautas de empresas de transporte aéreo regular, em intervalo inferior a 30 (trinta) dias, serão proporcionais ao limite mensal mais 10 (dez) horas. (Redação dada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

(Revogado pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência)

Art. 31 As horas realizadas como tripulante extra serão computadas para os limites de jornada, semanais e mensais de trabalho, não sendo as mesmas consideradas para os limites de horas de vôo previstos no art. 30 desta Lei. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (12 documentos)

SEÇÃO VI

Dos Períodos de Repouso

Art. 32 Repouso é o espaço de tempo ininterrupto após uma jornada, em que o tripulante fica desobrigado da prestação de qualquer serviço. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (117 documentos)

Art. 33 São assegurados ao tripulante, fora de sua base domiciliar, acomodações para seu repouso, transporte ou ressarcimento deste, entre o aeroporto e o local de repouso e vice-versa. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (51 documentos)

§ 1º O previsto neste artigo não será aplicado ao aeronauta de empresas de táxi aéreo ou de serviços especializados quando o custeio do transporte e hospedagem, ou somente esta, for por elas ressarcido. Ver tópico (1 documento)

§ 2º Quando não houver disponibilidade de transporte ao término da jornada, o período de repouso será computado a partir da colocação do mesmo à disposição da tripulação. Ver tópico (3 documentos)

Art. 34 O repouso terá a duração diretamente relacionada ao tempo da jornada anterior, observando-se os seguintes limites: (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (326 documentos)

a) 12 (doze) horas de repouso, após jornada de até 12 (doze) horas; Ver tópico

b) 16 (dezesseis) horas de repouso, após jornada de mais de 12 (doze) horas e até 15 (quinze) horas; e Ver tópico

c) 24 (vinte e quatro) horas de repouso, após jornada de mais de 15 (quinze) horas. Ver tópico

Art. 35 Quando ocorrer o cruzamento de três ou mais fusos horários em um dos sentidos da viagem, o tripulante terá, na sua base domiciliar, o repouso acrescido de 2 (duas) horas por fuso cruzado. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (26 documentos)

Art. 36 Ocorrendo o regresso de viagem de uma tripulação simples entre 23:00 (vinte e três) e 06:00 (seis) horas, tendo havido pelo menos 3 (três) horas de jornada, o tripulante não poderá ser escalado para trabalho dentro desse espaço de tempo no período noturno subseqüente. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (30 documentos)

Seção VII

Da Folga Periódica

Art. 37 Folga é o período de tempo não inferior a 24 (vinte e quatro) horas consecutivas em que o aeronauta, em sua base contratual, sem prejuízo de remuneração, está desobrigado de qualquer atividade relacionada com seu trabalho. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (735 documentos)

§ 1º A folga deverá ocorrer, no máximo, após o 6º (sexto) período consecutivo de até 24 (vinte e quatro) horas à disposição do empregador, contado a partir da sua apresentação, observados os limites estabelecidos nos arts. 21 e 34 desta Lei. Ver tópico (14 documentos)

§ 2º No caso de vôos internacionais de longo curso, que não tenham sido previamente programados, o limite previsto no parágrafo anterior, poderá ser ampliado de 24 (vinte e quatro) horas, ficando o empregador obrigado a conceder ao tripulante mais 48 (quarenta e oito) horas de folga além das previstas no art. 34 desta Lei. Ver tópico (2 documentos)

§ 3º A folga do tripulante que estiver sob o regime estabelecido no art. 24 desta Lei será igual ao período despendido no local da operação, menos 2 (dois) dias. Ver tópico (33 documentos)

Art. 38 O número de folgas não será inferior a 8 (oito) períodos de 24 (vinte e quatro) horas por mês. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (412 documentos)

§ 1º Do número de folgas estipulado neste artigo, serão concedidos dois períodos consecutivos de 24 (vinte e quatro) horas devendo pelo menos um destes incluir um sábado ou um domingo. Ver tópico (5 documentos)

§ 2º A folga só terá início após a conclusão do repouso da jornada. Ver tópico (2 documentos)

Art. 39 Quando o tripulante for designado para curso fora da base, sua folga poderá ser gozada nesse local, devendo a empresa assegurar, no regresso, uma licença remunerada de 1 (um) dia para cada 15 (quinze) dias fora da base. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (565 documentos)

Parágrafo único. A Iicença remunerada não deverá coincidir com sábado, domingo ou feriado, se a permanência do tripulante fora da base for superior a 30 (trinta) dias. Ver tópico (1 documento)

Capítulo iii

DA REMUNERAÇÃO E DAS CONCESSÕES

SEÇÃO I

Da Remuneração

Art. 40 Ressalvada a liberdade contratual, a remuneração do aeronauta corresponderá à soma das quantias por ele percebidas da empresa. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (285 documentos)

Parágrafo único. Não se consideram integrantes da remuneração as importâncias pagas pela empresa a título de ajudas de custo, assim como as diárias de hospedagem, alimentação e transporte. Ver tópico (93 documentos)

Art. 41 A remuneração da hora de vôo noturno, assim como as horas de vôo como tripulante extra, será calculada na forma da legislação em vigor, observados os acordos e condições contratuais. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (1450 documentos)

§ 1º Considera-se vôo noturno o realizado entre o pôr e o nascer do sol. Ver tópico (161 documentos)

§ 2º A hora de vôo noturno para efeito de remuneração é contada à razão de 52’30” (cinqüenta e dois minutos e trinta segundos). Ver tópico (218 documentos)

Art. 42 As frações de hora serão computadas para efeito de remuneração. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (51 documentos)

SEÇÃO ii

Da Alimentação

Art. 43 Durante a viagem, o tripulante terá direito a alimentação, em terra ou em vôo, de acordo com as instruções técnicas dos Ministérios do Trabalho e da Aeronáutica. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (279 documentos)

§ 1º A alimentação assegurada ao tripulante deverá: Ver tópico (49 documentos)

a) quando em terra, ter a duração mínima de 45’ (quarenta e cinco minutos) e a máxima de 60’ (sessenta minutos); e Ver tópico

b) quando em vôo, ser servida com intervalos máximos de 4 (quatro) horas. Ver tópico

§ 2º Para tripulante de helicópteros a alimentação será servida em terra ou a bordo de unidades marítimas, com duração de 60’ (sessenta minutos), período este que não será computado na jornada de trabalho. Ver tópico (1 documento)

§ 3º Nos vôos realizados no período de 22:00 (vinte e duas) às 06:00 (seis) horas, deverá ser servida uma refeição se a duração do vôo for igual ou superior a 3 (três) horas. Ver tópico

Art. 44 É assegurada alimentação ao aeronauta na situação de reserva ou em cumprimento de uma programação de treinamento entre 12:00 (doze) e 14:00 (quatorze) horas, e entre 19:00 (dezenove) e 21:00 (vinte e uma) horas, com duração de 60’ (sessenta minutos). (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (144 documentos)

§ 1º Os intervalos para alimentação não serão computados na duração da jornada de trabalho. Ver tópico (14 documentos)

§ 2º Os intervalos para alimentação de que trata este artigo não serão observados, na hipótese de programação de treinamento em simulador. Ver tópico

Seção III

Da Assistência Médica

Art. 45 Ao aeronauta em serviço fora da base contratual, a empresa deverá assegurar assistência médica em casos de urgência, bem como remoção por via aérea, de retorno à base ou ao local de tratamento. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico

SEÇÃO IV

Do Uniforme

Art. 46 O aeronauta receberá gratuitamente da empresa, quando não forem de uso comum, as peças de uniforme e os equipamentos exigidos para o exercício de sua atividade profissional, estabelecidos por ato da autoridade competente. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (142 documentos)

SEÇÃO V

Das Férias

Art. 47 As férias anuais do aeronauta serão de 30 (trinta) dias. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (11 documentos)

Art. 48 A concessão de férias será participada ao aeronauta, por escrito, com a antecedência mínima de 30 (trinta) dias, devendo o empregado assinar a respectiva notificação. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (8 documentos)

Art. 49 A empresa manterá atualizado um quadro de concessão de férias, devendo existir um rodízio entre os tripulantes do mesmo equipamento quando houver concessão nos meses de janeiro, fevereiro, julho e dezembro. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (10 documentos)

Art. 50 Ressalvados os casos de rescisão de contrato, as férias não poderão se converter em abono pecuniário. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (6 documentos)

Capítulo IV

DAS TRANSFERÊNCIAS

Art. 51 Para efeito de transferência, provisória ou permanente, considera-se base do aeronauta a localidade onde o mesmo está obrigado a prestar serviços e na qual deverá ter domicílio. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (446 documentos)

a) transferência provisória o deslocamento do aeronauta de sua base, por período mínimo de 30 (trinta) dias e não superior a 120 (cento e vinte) dias, para prestação de serviços temporários, sem mudança de domicílio, à qual retorna tão logo cesse a incumbência que lhe foi cometida; e Ver tópico (1 documento)

b) transferência permanente, o deslocamento do aeronauta de sua base, por período superior a 120 (cento e vinte) dias, com mudança de domicílio. Ver tópico

§ 2º Após cada transferência provisória o aeronauta deverá permanecer na sua base pelo menos 180 (cento e oitenta) dias. Ver tópico

§ 3º O interstício entre transferências permanentes será de 2 (dois) anos. Ver tópico (7 documentos)

§ 4º Na transferência provisória serão assegurados ao aeronauta acomodações, alimentação e transporte a serviço e, ainda, transporte aéreo de ida e volta, e no regresso uma licença remunerada de 2 (dois) dias para o primeiro mês, mais 1 (um) dia para cada mês ou fração subseqüente, sendo que no mínimo 2 (dois) dias não deverão coincidir com o sábado, domingo ou feriado. Ver tópico (17 documentos)

§ 5º Na transferência permanente serão assegurados ao aeronauta pela empresa: Ver tópico (232 documentos)

a) uma ajuda de custo, para fazer face às despesas de instalação na nova base, não inferior a quatro vezes o valor do salário mensal, calculado o salário variável por sua taxa atual multiplicada pela média do correspondente trabalho, em horas ou quilômetros de vôo, nos últimos 12 (doze) meses; Ver tópico (1 documento)

b) o transporte aéreo para si e seus dependentes; Ver tópico

c) a translação da respectiva bagagem; e Ver tópico

d) uma dispensa de qualquer atividade relacionada com o trabalho pelo período de 8 (oito) dias, a ser fixado por sua opção, com aviso prévio de 8 (oito) dias, à empresa, dentro dos 60 (sessenta) dias seguintes à sua chegada a nova base. Ver tópico

§ 6º Na forma que dispuser o regulamento desta Lei, poderá ser a transferência provisória transformada em transferência permanente. Ver tópico (3 documentos)

Art. 52 O aeronauta deverá ser notificado pelo empregador com a antecedência mínima de 60 (sessenta) dias na transferência permanente e 15 (quinze) dias na provisória. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (21 documentos)

Capítulo V

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 53 Além dos casos previstos nesta Lei, as responsabilidades do aeronauta são definidas no Código Brasileiro do Ar, nas leis e regulamentos em vigor e no que decorrer do contrato de trabalho, acordos e convenções internacionais. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (2 documentos)

Art. 54 Os tripulantes das aeronaves das categorias administrativa e privada de indústria e comércio ficam equiparados, para os efeitos desta Lei, aos de aeronaves empregadas em serviços de táxi aéreo. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico (26 documentos)

Art. 55 Os Ministros de Estado do Trabalho e da Aeronáutica expedirão as instruções que se tornarem necessárias à execução desta Lei. (Revogada pela Lei nº 13.475, de 2017) (Vigência) Ver tópico

Art. 56 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Ver tópico

Art. 57 Revogam-se as disposições em contrário. Ver tópico

Brasília, 05 de abril de 1984; 163º da Independência e 96º da República.

JOÃO FIGUEIREDO

Délio Jardim Mattos

Murillo Macêdo

Este texto não substitui o publicado no DOU de 6.4.1984

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