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Jusbrasil - Legislação
05 de junho de 2020

Lei 6902/81 | Lei no 6.902, de 27 de abril de 1981

Publicado por Presidência da Republica (extraído pelo Jusbrasil) - 39 anos atrás

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Aprova o Regulamento do Quadro de Oficiais Especialistas da Aeronáutica (QOEA). Ver tópico (784 documentos)

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, da Constituição, D E C R E T A:

Art. 1o Fica aprovado o Regulamento do Quadro de Oficiais Especialistas da Aeronáutica (QOEA) do Corpo de Oficiais da Ativa da Aeronáutica, a que se refere o art. 6o, inciso I, da Lei no 6.837, de 29 de outubro de 1980, anexo a este Decreto, que com este baixa. Ver tópico (10 documentos)

Art. 2o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Ver tópico (4 documentos)

Art. 3o Revogam-se os Decretos no 565, de 10 de junho de 1992 e no 866, de 09 de julho de 1993. Ver tópico (2 documentos)

Brasília, 23 de março de 1999; 178o da Independência e 111o da República.

REGULAMENTO DO QUADRO DE OFICIAIS ESPECIALISTAS DA AERONÁUTICA

CAPÍTULO I

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 1o O Quadro de Oficiais Especialistas da Aeronáutica (QOEA), do Corpo de Oficiais da Ativa da Aeronáutica, destina-se a atender às necessidades de oficiais técnicos, por especialidade, no Ministério da Aeronáutica. Ver tópico (10 documentos)

Parágrafo único. As especialidades do QOEA, assim como as do Quadro de Suboficiais e Sargentos e do Quadro Feminino de Graduados que possibilitam acesso ao QOEA, serão estabelecidas em ato do Ministro da Aeronáutica. Ver tópico

Art. 2o O Ministro da Aeronáutica poderá, respeitados os limites de efetivos estabelecidos em lei, transformar, desdobrar ou fundir as especialidades de que trata o artigo anterior, de acordo com a evolução técnica e as necessidades do Ministério da Aeronáutica. Ver tópico (4 documentos)

Art. 3o Os postos de carreira do QOEA são os seguintes: Ver tópico (2 documentos)

I - Capitão; Ver tópico

II - 1o Tenente; e Ver tópico

III - 2o Tenente. Ver tópico

CAPÍTULO II

DO RECRUTAMENTO E DA SELEÇÃO

Seção I

Do Recrutamento

Art. 4o O recrutamento para o concurso de admissão ao Estágio de Adaptação ao Oficialato (EAOF) far-se-á entre os Suboficiais da Ativa e, à falta destes, entre os Primeiros-Sargentos das especialidades correlatas às do QOEA.

Art. 4º O recrutamento para o concurso de admissão ao Estágio de Adaptação ao Oficialato - EAOF far-se-á entre os Suboficiais e os Primeiros-Sargentos da ativa, que tenham o Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos - CAS, das especialidades correlatas às do Quadro de Oficiais Especialistas da Aeronáutica.(Redação dada pelo Decreto nº 4.576, de 15.1.2003) Ver tópico (1 documento)

Art. 5o São condições para a inscrição no concurso de admissão ao EAOF: Ver tópico

I - estar incluído em faixa de cogitação a ser estabelecida pelo Comando-Geral do Pessoal (COMGEP);

I - não ter sido, nos últimos cinco anos, na forma da legislação vigente: (Redação dada pelo Decreto nº 4.576, de 15.1.2003) Ver tópico

a) punido por ato lesivo ao patrimônio público de qualquer esfera do governo em processo disciplinar administrativo, do qual não caiba mais recurso; e(Incluído pelo Decreto nº 4.576, de 15.1.2003) Ver tópico

b) condenado em processo criminal com sentença transitada em julgado;(Incluído pelo Decreto nº 4.576, de 15.1.2003) Ver tópico

II - ter concluído com aproveitamento o Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos (CAS); Ver tópico

III - possuir certificado de conclusão de curso do ensino médio ou da educação superior, do sistema nacional de educação, concedido por estabelecimento de ensino oficialmente reconhecido pelo Ministério da Educação, de acordo com a legislação em vigor; Ver tópico

IV - estar classificado, no mínimo, no ótimo comportamento; Ver tópico

V - ter parecer favorável da Comissão de Promoções de Graduados (CPG); Ver tópico

VI - não estar sub-júdice; e Ver tópico

VII - ser voluntário. Ver tópico

Art. 6o A faixa de cogitação estabelecida pelo COMGEP poderá abranger os Primeiros-Sargentos, em função do número de vagas fixado por especialidade.

Art. 6º As vagas para o EAOF serão estabelecidas por especialidades, atendendo aos superiores interesses da Aeronáutica.(Redação dada pelo Decreto nº 4.576, de 15.1.2003) Ver tópico (3 documentos)

Parágrafo único. A faixa de cogitação será estabelecida por especialidade, atendendo aos superiores interesses do Ministério da Aeronáutica. Ver tópico

Seção II

Da Seleção

Art. 7o A seleção para a matrícula no EAOF será feita mediante concurso de admissão composto dos seguintes exames, de caráter eliminatório: Ver tópico (27 documentos)

I - de escolaridade; Ver tópico

II - de conhecimentos especializados; Ver tópico

III - médico, de acordo com os padrões estabelecidos nas Instruções Reguladoras das Inspeções de Saúde (IRIS); e Ver tópico

IV - de aptidão física, de acordo com os padrões estabelecidos pela Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA). Ver tópico

§ 1o O conteúdo programático dos exames de escolaridade e de conhecimentos especializados, de que tratam os incisos I e II, deste artigo, constarão nas instruções complementares ao concurso de admissão ao EAOF. Ver tópico (7 documentos)

§ 2o Os resultados obtidos pelos candidatos em cada exame têm validade somente para matrícula no EAOF subseqüente ao concurso de admissão realizado. Ver tópico

CAPÍTULO III

DO ESTÁGIO DE ADAPTAÇÃO AO OFICIALATO

Art. 8o Será matriculado no EAOF o candidato que for aprovado em todos os exames do concurso de admissão e cuja média final o classifique, independentemente de sua precedência hierárquica, dentro do número de vagas fixado para a especialidade para a qual requereu sua inscrição. Ver tópico (30 documentos)

Parágrafo único. A classificação a que se refere este artigo será definida exclusivamente pela ordem decrescente da média final obtida pelo candidato nos exames de escolaridade e de conhecimentos especializados. Ver tópico

Art. 9o Caberá ao Departamento de Ensino da Aeronáutica (DEPENS) apurar a ordem decrescente de matrícula no EAOF, na forma estabelecida no artigo anterior. Ver tópico (128 documentos)

Art. 10. O EAOF será realizado em organização de ensino designada pelo Ministro de Estado da Aeronáutica e terá o seu funcionamento regulado pelas normas que lhe forem pertinentes. Ver tópico

Art. 11. Ao ser matriculado no EAOF, o militar passará à condição de Praça Especial, hierarquicamente superior aos Suboficiais. Ver tópico (12 documentos)

§ 1o Durante a realização do EAOF, o militar será mantido no Corpo de Pessoal Graduado da Aeronáutica (GPGAER) ou no Corpo Feminino da Reserva da Aeronáutica (CFRA), conforme sua origem, conservando a remuneração e passando a trajar os uniformes previstos no Regulamento de Uniformes para os Militares da Aeronáutica (RUMAER) para o referido Estágio. Ver tópico (12 documentos)

§ 2o Durante a realização do EAOF os militares terão mantidas, entre si, as mesmas antigüidades que possuíam na ocasião da matrícula. Ver tópico

§ 3o O militar matriculado no EAOF continuará a concorrer às promoções que se efetivarem no CPGAER ou no CFRA, conforme o caso. Ver tópico

§ 4o O militar desligado durante a realização do EAOF retornará à sua posição hierárquica no CPGAER ou no CFRA. Ver tópico

Art. 12. A organização de ensino designada para ministrar o estágio para inclusão no QOEA estabelecerá, quando da conclusão do EAOF, a média final e decorrente classificação de cada militar. Ver tópico

CAPÍTULO IV

DA INCLUSÃO NO QOEA

Art. 13. Os Suboficiais e Primeiros-Sargentos que concluírem com aproveitamento o EAOF serão nomeados Segundos-Tenentes, mediante ato do Ministro da Aeronáutica, e terão sua precedência hierárquica de inclusão no QOEA estabelecida conforme o critério estipulado no artigo anterior, obedecendo o previsto na Lei de Promoções de Oficiais da Ativa das Forças Armadas, para ingresso na carreira de oficiais. Ver tópico

Art. 14. Os militares incluídos no QOEA serão titulares de obrigações, deveres, direitos e prerrogativas previstos no Estatuto dos Militares e demais dispositivos legais pertinentes ao oficialato. Ver tópico

CAPÍTULO V

DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 15. O Ministro da Aeronáutica baixará os atos necessários à execução deste regulamento. Ver tópico

Art. 16. Os casos não previstos neste Regulamento serão submetidos à apreciação do Ministro da Aeronáutica. Ver tópico

Brasília, 23 de março de 1999; 178o da Independência e 111o da República.

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