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Jusbrasil - Legislação
17 de fevereiro de 2020

Medida Provisoria 1807/99 | Medida Provisória no 1.807, de 28 de janeiro de 1999

Publicado por Presidência da Republica (extraído pelo Jusbrasil) - 21 anos atrás

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Altera a legislação das Contribuições para a Seguridade Social - COFINS, para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/PASEP e sobre o lucro líquido, do Imposto sobre a Renda, e dá outras providências. Ver tópico (3804 documentos)

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:

Art. 1 º A alíquota da contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/PASEP, devida pelas pessoas jurídicas a que se refere o § 1 º do art. 22 da Lei n º 8.212, de 24 de julho de 1991, fica reduzida para sessenta e cinco centésimos por cento em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1 º de fevereiro de 1999. Ver tópico (3 documentos)

Art. 2 º O art. 3 º da Lei n º 9.718, de 27 de novembro de 1998, passa a vigorar acrescido dos §§ 6 º e 7 º : Ver tópico (9 documentos)

"§ 6 º Na determinação da base de cálculo das contribuições para o PIS/PASEP e COFINS, as pessoas jurídicas referidas no § 1 º do art. 22 da Lei n º 8.212, de 1991, além das exclusões e deduções mencionadas no parágrafo anterior, poderão excluir ou deduzir:

I - no caso de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil e cooperativas de crédito:

a) despesas incorridas nas operações de intermediação financeira;

b) despesas de obrigações por empréstimos, para repasse, de recursos de instituições de direito privado;

c) deságio na colocação de títulos;

d) perdas com títulos de renda fixa e variável, exceto com ações;

e) perdas com ativos financeiros e mercadorias, em operações de hedge;

II - no caso de empresas de seguros privados, os rendimentos auferidos nas aplicações financeiras destinadas à garantia de provisões técnicas, durante o período de cobertura do risco;

III - no caso de entidades de previdência privada, abertas e fechadas, os rendimentos auferidos nas aplicações financeiras destinadas ao pagamento de benefícios de aposentadoria, pensão, pecúlio e de resgates;

IV - no caso de empresas de capitalização, os rendimentos auferidos nas aplicações financeiras destinadas ao pagamento de resgate de títulos.

§ 7 º As exclusões previstas nos incisos II a IV do parágrafo anterior restringem-se aos rendimentos de aplicações financeiras que não excedam o total das provisões técnicas, constituídas na forma fixada pela Superintendência de Seguros Privados -SUSEP." (NR)

Art. 3 º O § 1 º do art. 1 º da Lei n º 9.701, de 17 de novembro de 1998, passa a vigorar com a seguinte redação: Ver tópico

"§ 1 º É vedada a dedução de qualquer despesa administrativa." (NR)

Art. 4 º O disposto no art. 4 º da Lei n º 9.718, de 1998, aplica-se, exclusivamente, em relação às vendas de gasolina automotiva e óleo diesel. Ver tópico (1 documento)

Parágrafo único. Nas vendas de óleo diesel ocorridas a partir de 1 º de fevereiro de 1999, o fator de multiplicação previsto no parágrafo único do art. 4 º da Lei n º 9.718, de 1998, fica reduzido de quatro para três inteiros e trinta e três centésimos. Ver tópico

Art. 5 º O importador de gasolina automotiva e óleo diesel, relativamente às vendas desses produtos, que efetuar, fica obrigado a cobrar e recolher, na condição de contribuinte substituto das distribuidoras e comerciantes varejistas, as contribuições para o PIS/PASEP e COFINS, observadas as mesmas normas aplicáveis às refinarias nacionais. Ver tópico (2 documentos)

Art. 6 º A contribuição social sobre o lucro líquido - CSLL, instituída pela Lei n º 7.689, de 15 de dezembro de 1988, será cobrada com o adicional de quatro pontos percentuais, relativamente aos fatos geradores ocorridos de 1 º de maio até 31 de dezembro de 1999. Ver tópico (388 documentos)

Parágrafo único. O adicional a que se refere este artigo aplica-se, inclusive, na hipótese do pagamento mensal por estimativa previsto no art. 30 da Lei n º 9.430, de 27 de dezembro de 1996, bem assim às pessoas jurídicas tributadas com base no lucro presumido ou arbitrado. Ver tópico

Art. 7 º A alíquota da CSLL, devida pelas pessoas jurídicas referidas no art. 1 º , fica reduzida para oito por cento em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1 º de janeiro de 1999, sem prejuízo da aplicação do disposto no artigo anterior. Ver tópico (8 documentos)

Art. 8 º As pessoas jurídicas referidas no art. 1 º , que tiverem base de cálculo negativa e valores adicionados, temporariamente, ao lucro líquido, para efeito de apuração da base de cálculo da CSLL, correspondentes a períodos de apuração encerrados até 31 de dezembro de 1998, poderão optar por escriturar, em seu ativo, como crédito compensável com débitos da mesma contribuição, o valor equivalente a dezoito por cento da soma daquelas parcelas. Ver tópico (198 documentos)

§ 1 º A pessoa jurídica que optar pela forma prevista neste artigo não poderá computar os valores que serviram de base de cálculo do referido crédito na determinação da base de cálculo da CSLL correspondente a qualquer período de apuração posterior a 31 de dezembro de 1998. Ver tópico (2 documentos)

§ 2 º A compensação do crédito a que se refere este artigo somente poderá ser efetuada com até trinta por cento do saldo da CSLL remanescente, em cada período de apuração, após a compensação de que trata o art. 8 º da Lei n º 9.718, de 1998, não sendo admitida, em qualquer hipótese, a restituição de seu valor ou sua compensação com outros tributos ou contribuições, observadas as normas expedidas pela Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda. Ver tópico

§ 3 º O direito à compensação de que trata o parágrafo anterior limita-se, exclusivamente, ao valor original do crédito, não sendo admitido o acréscimo de qualquer valor a título de atualização monetária ou de juros. Ver tópico (1 documento)

Art. 9 º O imposto retido na fonte sobre rendimentos pagos ou creditados a filial, sucursal, controlada ou coligada de pessoa jurídica domiciliada no Brasil, não compensado em virtude de a beneficiária ser domiciliada em país enquadrado nas disposições do art. 24 da Lei n º 9.430, de 1996, poderá ser compensado com o imposto devido sobre o lucro real da matriz, controladora ou coligada no Brasil quando os resultados da filial, sucursal, controlada ou coligada, que contenham os referidos rendimentos, forem computados na determinação do lucro real da pessoa jurídica no Brasil. Ver tópico (2 documentos)

Parágrafo único. Aplicam-se à compensação do imposto a que se refere este artigo o disposto no art. 26 da Lei n º 9.249, de 26 de dezembro de 1995. Ver tópico

Art. 10. O art. 17 da Lei n º 9.779, de 19 de janeiro de 1999, passa a vigorar acrescido dos seguintes parágrafos: Ver tópico (32 documentos)

"§ 1 º O disposto neste artigo estende-se:

I - aos casos em que a declaração de constitucionalidade tenha sido proferida pelo Supremo Tribunal Federal, em recurso extraordinário;

II - a contribuinte ou responsável favorecido por decisão judicial definitiva em matéria tributária, proferida sob qualquer fundamento, em qualquer grau de jurisdição;

III - aos processos judiciais ajuizados até 31 de dezembro de 1998, exceto os relativos à execução da Dívida Ativa da União.

§ 2 º O pagamento na forma do caput deste artigo aplica-se à exação relativa a fato gerador:

I - ocorrido a partir da data da publicação do primeiro Acórdão do Tribunal Pleno do Supremo Tribunal Federal, na hipótese do inciso I do parágrafo anterior;

II - ocorrido a partir da data da publicação da decisão judicial, na hipótese do inciso II do parágrafo anterior;

III - alcançado pelo pedido, na hipótese do inciso III do parágrafo anterior.

§ 3 º O pagamento referido neste artigo:

I - importa em confissão irretratável da dívida;

II - constitui confissão extrajudicial, nos termos dos arts. 348, 353 e 354 do Código de Processo Civil;

III - poderá ser parcelado em até seis parcelas iguais, mensais e sucessivas, vencendo-se a primeira no mesmo prazo estabelecido no caput para o pagamento integral e as demais no último dia útil dos meses subseqüentes.

§ 4 º As prestações do parcelamento referido no parágrafo anterior serão acrescidas de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC, para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do mês de vencimento da primeira parcela até o mês anterior ao pagamento e de um por cento no mês do pagamento." (NR)

Art. 11. O prazo previsto no art. 17 da Lei n º 9.779, de 1999, fica prorrogado para o último dia útil do mês de fevereiro de 1999. Ver tópico (30 documentos)

Art. 12. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação. Ver tópico (173 documentos)

Art. 13. Ficam revogados o inciso II e o § 2 º do art. 1 º da Lei n º 9.701, 17 de novembro de 1998, e o art. 14 da Lei n º 9.779, de 19 de janeiro de 1999. Ver tópico (9 documentos)

Brasília, 28 de janeiro de 1999; 178 º da Independência e 111 º da República.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Pedro Malan

Waldeck Ornélas

Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 29.1.1999

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